Nossa Missão

Levando em consideração a complexidade do tratamento do diabetes e todas as mudanças que o paciente deve empreender em seu estilo de vida após o diagnóstico, tais como, a adoção de hábitos alimentares específicos com controle de consumo de carboidratos, a prática regular de atividades físicas, a monitoração glicêmica constante através de testes de ponta de dedo, a administração de aplicações de insulina ou utilização de medicamentos hipoglicemiantes, orientações estas que constam das Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes-SBD (2015/2016), com o fim de prevenir complicações futuras no que diz respeito à saúde e qualidade de vida do paciente, torna-se imprescindível que a pessoa com tal disfunção invista em seu bem-estar emocional, condição que também pode influenciar em seus resultados glicêmicos.

O controle glicêmico insatisfatório pode, com o passar dos anos, acarretar  complicações crônicas ou agudas do diabetes, muitas vezes irreversíveis, de acordo com a sua severidade. Segundo Barone (2014), infarto, derrame (AVC), nefropatia, neuropatia e retinopatia são algumas das complicações mais graves e cujo risco é evidente quando nos referimos à manutenção por determinado tempo de altas taxas glicêmicas, normalmente atestadas por exames como o da hemoglobina glicada (A1C).

Além destas, distúrbios e disfunções de ordem psicológicas como a diabulimia – que está ligada à questão alimentar – podem acometer pessoas que lidam com o diabetes tipo 1, quando estas abandonam o tratamento ou diminuem suas doses de insulina com o fim de perder peso através dos efeitos da cetoacidose que, segundo Garcia (2013), põe em risco a vida do paciente, podendo levá-lo ao coma diabético.

Outros especialistas também atentam para as questões psicológicas que podem estar presentes no tratamento do diabetes, como por exemplo a depressão, o estresse e a ansiedade.

“O tratamento do diabetes não se restringe a fazer testes de dedo, tomar insulina ou comprimidos, seguir a dieta e praticar exercícios físicos com regularidade. Além de todas essas questões, quem tem diabetes precisa investir muito em felicidade, o que, de forma concreta, significa combater os fatores que provocam o estresse crônico”. (BENCHIMOL, 2007).

Entendemos que para as questões psicológicas pré-existentes, tais como depressão e diabulimia, o mais apropriado é que o paciente busque o auxílio de psicólogos competentes para o devido tratamento terapêutico, levando-se em consideração que um processo de coaching não substitui a terapia.

O Programa Diabeticoach pretende utilizar recursos da psicologia positiva aliados a técnicas de coaching visando a prevenção das complicações físicas e psicológicas comuns ao diabetes mal controlado, em pacientes que já possuem o diagnóstico da disfunção, buscando melhorar sua qualidade e expectativa de vida através da promoção do bem-estar e da motivação na adesão ao tratamento, como sugere Lowe:

[…] “vários estudos sugerem que a motivação pode ser a receita para uma vida saudável. Pacientes motivados se recuperam mais rápido de cirurgias, têm reabilitações mais bem-sucedidas e representam uma redução de 40% a 75% dos gastos em saúde se comparados a pacientes menos motivados”. (LOWE, 2009)

O papel do Coach será o de conduzir o processo que levará o Coachee com diabetes a estabelecer o planejamento das mudanças necessárias para o enfrentamento de sua condição de saúde, tendo como ponto de partida seu conhecimento e vivências anteriores, a fim de privilegiar as ações necessárias para a promoção das mudanças a serem implementadas para a obtenção de melhorias contínuas e resultados positivos no tratamento do diabetes e, consequentemente, na percepção de sua qualidade de vida, conforme defendem Lages e O’Connor (2016, p.106): “o coach irá explorar primeiro a forma como a pessoa pensa e se sente em relação à sua experiência, bem como a maneira como ela entende os acontecimentos”.

No intuito de encontrar um maior engajamento do paciente, tanto ao tratamento através de fármacos quanto à busca por recursos internos que facilitem sua transformação, o Programa Diabeticoach pretende auxiliar os coachees, online ou presencialmente, a buscarem suas próprias ferramentas para que passem a lidar com a disfunção com maior objetividade, motivação e otimismo.

Nosso objetivo principal é promover a melhoria da qualidade de vida do coachee com diabetes, através da integração da Psicologia Positiva no processo de Coaching.

Especificamente, o Diabeticoach é destinado a pessoas com diabetes, maiores de 18 anos, de ambos os sexos, com dificuldades de aceitação e convívio com a disfunção e pretende trabalhar com o coachee questões como:

– Auxílio na superação e aceitação do diagnóstico;

– Aumento da autoestima para que não tenha receio de assumir-se como portador de diabetes;

– Encontro e desenvolvimento de ferramentas que aumentem motivação para a mudança do estilo de vida;

– Planejamento de metas para a prática regular de atividades físicas (desde que o coachee tenha o auxílio de um profissional de Educação Física);

– Planejamento de metas para mudanças de hábitos alimentares;

– Busca por emoções positivas que auxiliem na manutenção do tratamento;

– Encontrar significados positivos para o diagnóstico do diabetes;

– Obtenção de maior engajamento do paciente ao tratamento;

– Estímulo à busca constante de informações sobre a enfermidade;

– Melhoria dos índices do exame de Hemoglobina Glicada (HbA1C);

– Melhoria da qualidade de vida, bem como de sua percepção.

Gostou? Quer mais informações? Clique aqui e envie-nos seus dados (nome, idade, telefone com DDD e e-mail) que brevemente entraremos em contato.


REFERÊNCIAS:

BARONE, Mark. Diabetes: conheça mais e viva melhor. São Paulo: All Print Editora, 2014.

BENCHIMOL, Daniel e SEIXAS, Lucia. Diabetes: tudo o que você precisa saber; colaboração Wilma amorim. 3ª ed., Rio de Janeiro: Best Seller, 2007.

DIRETRIZES DA SBD 2015/2016, In: Sociedade Brasileira de Diabetes: Disponível em <http://www.diabetes.org.br/sbdonline/images/docs/DIRETRIZES-SBD-2015-2016.pdf> Acesso em 21 de outubro de 2016.

GARCIA, Izaura. Diabetes.com.saúde: tudo o que você precisa saber sobre diabetes. 1ª ed., São Paulo: Globo, 2013.

LAGES, Andrea e O’CONNOR, Joseph. Como o Coaching funciona: o guia essencial para a história e prática do coaching eficaz. Trad. Luiz Frazão Filho. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora, 2016.

LOWE, Tamara. Super Motivado: descubra as quatro forças interiores para alcançar o sucesso no trabalho, no esporte, no amor e na vida; Trad. Ana Carolina Bento Ribeiro. Rio de Janeiro: Ediouro, 2010.